O lançamento da nova marca “Visite Amazônia” pelo Governo Federal acendeu um debate acalorado entre designers, gestores públicos e especialistas do setor florestal. Enquanto a estética impressiona pelo uso de geotecnologias, a execução do projeto levanta questões críticas sobre protagonismo regional e identidade cultural.
A Tecnologia por trás da Tipografia de Rios
Um dos pontos de maior destaque na identidade visual da Amazônia é a sua tipografia. Diferente de fontes convencionais, cada letra da palavra “Amazônia” foi moldada a partir de vetores de rios reais, capturados via satélite.
- Rio Amazonas, Tapajós e Negro: As sinuosidades foram transformadas em design.
- Conexão Geográfica: A marca utiliza a hidrografia como o “DNA” da identidade, unindo geoprocessamento e arte.
A Polêmica da Agência de São Paulo e o Erro Cultural
Apesar do brilho técnico, a marca enfrenta resistência. O projeto foi desenvolvido por uma agência de São Paulo, o que gerou críticas sobre a exclusão de profissionais e consultores da própria região Norte.
Essa distância geográfica resultou no que muitos chamam de “gafe cultural”. Ao tentar homenagear o folclore local, houve uma confusão visual entre as cores do Boi Garantido (Vermelho) e do Boi Caprichoso (Azul). Para quem vive o Festival de Parintins, esse é um erro que demonstra falta de imersão profunda na cultura amazônica.
Governança Florestal e a Marca Brasil
Para o setor de Engenharia Florestal e Bioeconomia, a marca vai além do logotipo. Ela é uma ferramenta de marketing internacional. No entanto, para que o turismo e os produtos florestais ganhem valor, a marca precisa de substância:
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- Rastreabilidade: A imagem deve corresponder à prática de campo sustentável.
- Desenvolvimento Regional: O protagonismo deve ser dos povos da floresta.
https://www.youtube.com/watch?v=49WdvIujLLw
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