DNA no ar ajuda a identificar animais

Em breve, talvez se torne possível monitorar a diversidade de animais de um ambiente natural contando apenas com amostras de DNA no ar.

DNA no ar
Lynggaard (à esq.) e Bohmann coletam amostra de ar no zoológico de Copenhague, Dinamarca. Foto: Christian Bendix

Dois estudos publicados em janeiro no mesmo periódico científico indicam que o ar contém material genético (DNA) – inclusive de animais terrestres – em quantidade suficiente para permitir a identificação de suas espécies.

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Os trabalhos foram realizados em zoológicos e servem como demonstração de que a estratégia pode funcionar. Em um deles, a equipe de Kristine Bohmann, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, coletou amostras de ar em três pontos do zoológico da capital, tanto em recintos fechados como ao ar livre, e verificou que nelas havia DNA de 49 espécies de vertebrados (30 de mamíferos, 13 de aves, 4 de peixes, 1 de anfíbio e 1 de réptil).

No outro trabalho, a equipe de Elizabeth Clare, então na Universidade Queen Mary, de Londres, obteve amostras de ar em 20 locais de um zoológico em Huntingdonshire, Reino Unido. A partir desse DNA, os pesquisadores identificaram espécies que viviam tanto próximo ao ponto de coleta quanto a centenas de metros dali (Current Biology, 6 de janeiro).

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Arthur Brasil

Engenheiro Florestal formado pela FAEF. Especialista em Adequação Ambiental de Propriedades Rurais. Contribuo para o Florestal Brasil desde o inicio junto ao Lucas Monteiro e Reure Macena. Produzo conteúdo em diferentes níveis.

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