
Melhorar o ar que se respira e diminuir o consumo de energia são apenas alguns benefícios dos telhados verdes, que começaram a ganhar espaço na Alemanha como meio de cultivo e, posteriormente, alternativa para moradores que não possuem muito espaço nas grandes cidades.
Copenhague na Dinamarca é a segunda cidade do mundo a tornar obrigatório os telhados verdes, a primeira foi Toronto no Canadá. Entre alguns dos benefícios da medida, estão a melhora do ar, e a diminuição do consumo de energia, além de uma super alternativa aos moradores das grandes cidades que não possuem muitos espaços.

Vale lembrar que essa técnica é utilizada na Alemanha desde a década de 60, onde 15% das residências e edifícios apresentam biocobertura e não faltam normas, manuais e materiais específicos para a implantação dos telhados verdes, o recurso ainda assusta em terras brasileiras. Mas cruzamos os dedos para que cada vez mais cidades adotem essa postura.
Entre os benefícios dos telhados verdes, destacam-se:
- Absorção de até 80% da água da chuva, ajudando a reduzir problemas de inundação;
- Redução das temperaturas urbanas;
- Proteção das edificações dos raios UV e das mudanças bruscas de temperatura;
- Cultivo de produtos para consumo próprio, reduzindo custos para os habitantes e negócios;
- Contribuição para uma melhor qualidade do ar nas cidades.
Copenhague tem aproximadamente 20 mil metros quadrados com superfícies verdes. Existem atualmente 30 edificíos com estas instalações, mas com a nova lei é previsto o aumento anual de cinco mil metros quadrados.

Em cidades da Suíça os telhados verdes são obrigatórios em todos os edifícios novos, e na Cidade do México as pessoas que adotam esta iniciativa recebem 10% de desconto no imposto.
COBERTURAS VERDES
O conceito das coberturas verdes consiste em substituir as coberturas artificiais dos edifícios por coberturas vivas. A mistura do concreto com a implantação da cobertura verde tornou-se, nas últimas duas décadas, uma resposta viável em relação a problemas que a rápida urbanização passava a produzir, como ilhas de calor e excesso de poluição.
A mestre em Ambiente Construído da Universidade Federal de Juiz de Fora, Christiane Gatto, destaca que o Brasil produz um impermeabilizante para a produção de coberturas à base de óleo de mamona, que é uma matéria-prima barata, não-tóxica e possui impacto ambiental praticamente zero. “Nós somos ricos em fontes naturais e temos criatividade para aplicá-las com a mesma eficiência e produtividade que os materiais disponíveis no exterior”, ressalta a especialista.
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