Pesquisadores das universidades de Binghamton e Cardiff confirmaram a descoberta da floresta mais antiga do mundo em uma pedreira abandonada em Cairo, no estado de Nova York, a cerca de duas horas da metrópole. Com idade estimada em 385 milhões de anos, o ecossistema fossilizado supera em 5 milhões de anos o recordista anterior, localizado em Gilboa.
A descoberta, publicada na revista Current Biology, não representa apenas um marco arqueológico, mas uma ferramenta estratégica para a economia verde contemporânea.

O local abriga vestígios da espécie extinta Archaeopteris, caracterizada por raízes lenhosas que atingiam até 11 metros de extensão e copas de 40 metros de altura. Estes organismos surgiram durante o Período Devoniano, uma era marcada por um efeito estufa severo, com temperaturas globais que frequentemente excediam os 30°C.

Do ponto de vista do agronegócio e da gestão ambiental, o estudo desses fósseis funciona como uma ‘caixa-preta’ do clima. Ao entender como as primeiras grandes florestas do planeta realizaram o sequestro de carbono e influenciaram o ciclo hidrológico sob condições térmicas extremas, cientistas e formuladores de políticas públicas podem refinar modelos de previsão climática. Em um cenário onde o mercado de créditos de carbono e as métricas ESG ganham relevância, decifrar os mecanismos naturais de resiliência do passado torna-se fundamental para garantir a viabilidade da agricultura e a estabilidade econômica global diante do aquecimento global antropogênico.
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