Lignum Latin America 2026: conheça as tecnologias que estão transformando o setor florestal
Máquinas gigantes, plantio mecanizado, melhoramento genético, inteligência artificial e soluções inovadoras para a indústria da madeira. O Florestal Brasil acompanhou a Lignum Latin America 2026, realizada em Pinhais (PR), e mostra algumas das principais novidades apresentadas durante o evento.
A indústria florestal está passando por uma transformação tecnológica que envolve praticamente todas as etapas da cadeia produtiva da madeira. Da produção de mudas ao processamento industrial, máquinas e sistemas cada vez mais avançados estão ampliando a produtividade, modernizando operações e oferecendo novas possibilidades para o aproveitamento dos recursos florestais.
Para conhecer de perto essas inovações, o Florestal Brasil esteve presente na Lignum Latin America 2026, um dos principais encontros da indústria da madeira na América Latina, realizado entre os dias 15 e 17 de setembro, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Em sua sexta edição, a feira celebrou dez anos de história, reunindo 172 expositores, segundo a organização, com representantes de diferentes países e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da madeira.
Durante os três dias de evento, o engenheiro florestal Lucas Monteiro percorreu os estandes, conheceu equipamentos e conversou com empresários, pesquisadores e profissionais sobre os avanços e desafios do setor.
Dez anos de evolução da indústria da madeira
Além das demonstrações tecnológicas, a Lignum Latin America 2026 também foi um espaço para negócios, troca de experiências e aproximação entre empresas, pesquisadores e estudantes de Engenharia Florestal.
Em entrevista ao Florestal Brasil, Ricardo Malinovski, um dos idealizadores do evento, relembrou a trajetória da feira desde sua primeira edição, em 2016, quando reuniu 70 expositores.

Dez anos depois, o evento demonstra a importância dos encontros técnicos e comerciais para a modernização e a integração da cadeia produtiva da madeira.
Máquinas gigantes e a mecanização das operações florestais
Entre os equipamentos apresentados, um dos destaques foi uma máquina de plantio mecanizado capaz de realizar o plantio de até 1.300 mudas por hora, conforme as informações apresentadas durante a feira. Em operações que também envolvem o preparo do solo, a capacidade informada chega a 700 mudas por hora.

A mecanização do plantio representa uma das frentes de modernização da silvicultura, com potencial para aumentar a escala das operações e otimizar o uso de recursos.
A feira também apresentou equipamentos voltados ao beneficiamento da madeira, incluindo serras-fita e sistemas industriais utilizados nas serrarias. Essas tecnologias são fundamentais para melhorar a eficiência do desdobro e reduzir perdas durante o processamento.
Araucárias que produzem pinhão em menos tempo
Outra inovação apresentada pela DUFATTO, foi a produção de mudas de araucária enxertada, uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa Florestas.
Diferentemente das araucárias convencionais, que podem demorar mais de uma década para iniciar a produção de pinhão, as mudas enxertadas apresentadas durante o evento possuem potencial para produzir entre quatro e seis anos, dependendo das condições de desenvolvimento.
O Florestal Brasil conversou com representantes do viveiro responsável pela multiplicação dessas mudas e com um pesquisador da Embrapa Florestas, que explicou a importância do melhoramento genético, da seleção de materiais produtivos e da manutenção da variabilidade genética.

A tecnologia abre possibilidades para a produção comercial de pinhão e para a valorização econômica da araucária, espécie nativa da Mata Atlântica.
O potencial econômico da resina de Pinus
As florestas plantadas de Pinus não fornecem apenas madeira. Durante a cobertura, conhecemos também o trabalho de empresas como o Grupo RDS, especializadas na extração e no processamento da resina.

A partir dessa matéria-prima, são obtidos produtos como breu e terebintina, utilizados na fabricação de tintas, vernizes, colas e diversos outros produtos industriais.
Essa atividade demonstra como as florestas plantadas podem oferecer diferentes fontes de receita, diversificando a produção e ampliando as possibilidades de aproveitamento econômico.
Inteligência artificial e a internet das árvores
Nem todas as inovações apresentadas na feira envolvem equipamentos de grandes dimensões.
Uma das tecnologias demonstradas utiliza pequenos sensores instalados nas árvores para acompanhar seu crescimento e transmitir dados para plataformas digitais.

A solução desenvolvida pela Treevia combina monitoramento automatizado, sensoriamento remoto e inteligência artificial, permitindo acompanhar variáveis importantes para a gestão florestal, como diâmetro, volume e área basal.
O acesso a informações atualizadas pode contribuir para o planejamento das operações e para decisões mais precisas sobre o desenvolvimento e a produtividade dos plantios.
Assista à cobertura completa do Florestal Brasil
Quer conhecer as máquinas, conferir as tecnologias apresentadas e acompanhar as entrevistas realizadas durante a Lignum Latin America 2026?
Assista ao vídeo completo do Florestal Brasil e descubra algumas das inovações que estão transformando o setor florestal brasileiro.
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