Trilhas que conectam paisagens e pessoas serão tema de congresso internacional no Parque Nacional do Iguaçu

Trilhas que conectam paisagens e pessoas serão tema de congresso internacional no Parque Nacional do Iguaçu

Mais do que caminhos para caminhadas e atividades ao ar livre, as trilhas podem desempenhar um papel na conservação da biodiversidade, na conexão entre áreas naturais e na valorização dos territórios.
É com essa perspectiva que Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, recebe em novembro o 1º Congresso Pan-Americano de Trilhas.

Trilha das Cataratas, Parque Nacional do Iguaçu. Foto: Kamilla Cunha

O encontro será realizado entre os dias 5 e 8 de novembro, no Parque Nacional do Iguaçu, e deve reunir participantes de mais de 20 países. A programação acontecerá simultaneamente ao 4º Congresso Brasileiro de Trilhas e ao 3º Seminário Técnico-Científico da Rede Brasileira de Trilhas. 

Com o tema “Gestão Integrada da Paisagem e Conservação: a Contribuição das Trilhas de Longo Curso”, o congresso pretende aproximar pesquisadores, gestores públicos, universidades, organizações da sociedade civil, empresas, operadores turísticos, comunidades locais, voluntários e praticantes de atividades na natureza. Entre os assuntos previstos estão conservação da biodiversidade, conectividade da paisagem, restauração ecológica, turismo de natureza, governança, educação ambiental, inovação, empreendedorismo e cooperação internacional. 

Trilhas como instrumentos de conservação

A proposta de conectar diferentes paisagens por meio de trilhas de longo curso faz parte de uma estratégia que vem sendo desenvolvida no Brasil há alguns anos.

A Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, conhecida como RedeTrilhas, foi criada em 2018 com o objetivo de utilizar essas rotas como instrumentos de conservação da biodiversidade e de conectividade de paisagens, além de estimular atividades econômicas no entorno dos caminhos. A iniciativa reúne órgãos públicos, estados, municípios, organizações da sociedade civil e grupos de voluntários. 

Foz do Iguaçu como ponto de encontro

A escolha do Parque Nacional do Iguaçu para sediar o primeiro congresso pan-americano também coloca em evidência a dimensão internacional da região.

Localizado na Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, o parque integra um território em que áreas naturais ultrapassam os limites políticos dos países. O próprio contínuo florestal formado pelos parques nacionais do Iguaçu e Iguazú é um exemplo dessa conexão transfronteiriça.

A região também possui iniciativas relacionadas às trilhas de longo curso. No entorno do parque, por exemplo, a Trilha da Onça, no Polo Silva Jardim, integra os Caminhos do Peabiru e combina caminhada, ciclismo e interpretação ambiental com foco na conservação da onça-pintada. Outras trilhas do polo também fazem parte desse sistema de caminhos.

Trecho da Trilha da Canafístula, no Parque Nacional do Iguaçu. Foto: Kamilla Cunha

Quatro dias de programação

Durante os quatro dias de evento, estão previstos painéis internacionais, debates, oficinas, workshops, exposições, experiências imersivas e visitas técnicas, além de espaços para troca de experiências e articulação entre os participantes. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas através do site.

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