Confira o discurso de Greta Thunberg no Debate das mudanças climáticas no Senado Federal hoje
Ativista ambiental sueca participará de sessão virtual coordenada pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente da Casa, Jaques Wagner (PT-BA)
A ativista ambiental sueca Greta Thunberg participou de sessão no Senado Federal, na sexta-feira (10), para debater o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em 9 de agosto. A ativista sueca Greta Thunberg, 18, culpou o governo brasileiro nesta sexta-feira (10) pela devastação da Amazônia. Em audiência pública realizada no Senado, ela atribuiu o aumento do desmatamento e das queimadas na região à política ambiental adotada no país.
Greta Thunberg fala em manifestação na Suíça em 17 de janeiro de 2020 - REUTERS/Pierre Albouy/File PhotoConfira o discurso completo de Greta Thunberg no Senado Federal Brasileiro:
Pela primeira vez, o estudo quantificou o aumento da frequência e da intensidade dos eventos extremos ligados às mudanças climáticas. A ciência climática já previa nas últimas décadas o aumento de eventos extremos, como tempestades, enchentes, furacões, ciclones, secas prolongadas e ondas de calor. Agora, com modelos computacionais mais modernos, passou a ser possível atribuir o grau de influência das alterações do clima nesses eventos, calculando-se quantas vezes mais frequentes e mais intensos eles se tornam em função do aquecimento global. Para o Brasil, o relatório projeta aumento das chuvas fortes no Centro-Sul, com grandes volumes de água concentrados em até cinco dias de chuva, enquanto o Nordeste e a Amazônia devem sofrer com períodos secos mais prolongados. Num cenário de aquecimento global de 4ºC, o país também deve ver alterações mais marcantes no volume de precipitação anual, que fica mais escasso na região Norte e mais volumoso no Sul e Sudeste. Na região que abrange o Norte, Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste, há estimativas de aumento de secas agrícolas e ecológicas para meados do século, em um cenário de aquecimento global de 2°C. Com a aridez, também se espera o aumento de climas propícios para incêndios, com impactos para os ecossistemas, a saúde humana, a agricultura e a silvicultura. Na Amazônia, o número de dias por ano com temperaturas máximas superiores a 35°C aumentaria em mais de 150 dias até o final do século no cenário de aquecimento global superior a 4°C, enquanto se espera que aumente em menos de 60 dias no cenário de aquecimento limitado a 2°C. Fonte: Folha