Alertas de desmatamento na Amazônia é o segundo maior desde 2016
Com uma área de 8.712 km², o acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2020 e julho deste ano é o segundo pior desde 2016, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira (6) pelo sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número está atrás apenas dos 9.216 km² destruídos entre agosto de 2019 e julho do ano passado.
Número de alertas de desmatamento na Amazônia em 2021 é o segundo maior desde 2016 (Foto: Fotos Públicas)Veja também: Câmara aprova PL da Grilagem, que anistia e incentiva invasõesSegundo o Observatório, os três recordes da série foram batidos no governo Bolsonaro, no qual os alertas são 69,8% maiores que a média dos anos anteriores. “O destino da floresta está nas mãos das quadrilhas de grileiros, madeireiros ilegais e garimpeiros”, diz Marcio Astrini, secretário-executivo da organização, em nota. Ainda segundo a entidade, com 6.062 km² de desmate, a degradação florestal também foi a mais alta desde 2017. De acordo com o Inpe, os dados chamam a atenção para a destruição das florestas públicas não destinadas, cuja responsabilidade cabe à União e aos estados. Isso porque, no primeiro semestre de 2021, 32% dos registros do Deter ocorreram nessas áreas, o que é um “indício claro da grilagem e da ilegalidade”, sefgundo o Observatório. Para a organização, falta ao Brasil uma política de controle do desmatamento. "Os altos índices de desmatamento e o desmonte da legislação ambiental têm repercussão mundial e prejudicam imensamente a imagem do país", avalia Astrini. "É neste cenário que o Brasil chegará, daqui a alguns meses, na conferência do clima da ONU". A 26a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP26) acontece em novembro, em Glasgow, na Escócia. Fonte: Revista Galileu | Meio Ambiente